quarta-feira, dezembro 24, 2008

A lei dos renascimentos rege a vida universal.

Com alguma atenção poderíamos ler em toda a natureza, como em um livro, o mistério da morte e da ressurreição. As estações sucedem-se no seu ritmo imponente. O inverno é o sono das coisas. A primavera é o acordar. O dia alterna com a noite. Ao descanso segue-se a atividade. O espírito deixa o corpo físico e adentra as esferas espirituais, para retornar e continuar com forças novas a tarefa interrompida.

As transformações da planta e do animal não são menos significativas. A planta morre para renascer, cada vez que a seiva volta. Murcha para reflorir. A larva, a crisálida e a borboleta são outros tantos exemplos que reproduzem, com mais ou menos fidelidade, as fases alternadas da vida imortal.

Como seria possível que só o homem ficasse fora do alcance desta lei? Se tudo está ligado por laços numerosos e fortes, como admitir que nossa vida seja como um ponto atirado, sem ligação, para os turbilhões do tempo e do espaço? Nada antes, nada depois!?

Não. O homem, como todas as coisas, está sujeito à lei eterna. A natureza não nos dá a morte senão para nos dar a vida. A sucessão das existências se apresenta para todos nós como uma obra de capitalização e aperfeiçoamento. Depois de cada existência terrestre a alma ceifa e recolhe as experiências e os frutos dela decorridos. Todos os seus progressos ficam registrados em sua essência. Assim, o ser, em todas as fases de sua ascensão, encontra-se tal qual a si mesmo se fez.

Nenhuma aspiração nobre é estéril. Nenhum sacrifício é vão. A alma deve conquistar, um por um, todos os elementos, todos os atributos de sua grandeza. Para isso precisa de obstáculos que possam lhe oferecer lições, provocando seus esforços e formando suas experiências. É indispensável a luta para tornar possível o triunfo e fazer surgir o herói.

Só se conhecem e se apreciam os bens que se adquirem com os próprios esforços. Para apreciar a claridade dos dias é necessário ter atravessado a escuridão das noites. A dor é a condição da alegria e o preço da virtude. Através de sucessivas existências, o ser vai construindo sua individualidade, escalando os caminhos da felicidade.

E assim, nessas contínuas peregrinações, segue à procura das perfeições divinas. Somente quando alcançar as regiões superiores, estará livre da lei dos renascimentos, porque, então, o corpo físico não será mais para ele uma necessidade.
E, todo ano, no Natal, quando comemoramos o nascimento de Jesus, que todo ano renasce e renova nossas esperanças e em seguida comemoramos o renascimento do ano, um novo recomeço fresquinho, um turning point para muitas pessoas, é nisso que devemos pensar: que todos estamos aqui para passar por mudanças, para melhorar, para sofrer e aprender, para descobrir coisas novas, mudar de opinião, abrir os olhos e os braços para a VIDA, que é o melhor presente que você já ganhou! Agradeça por ele!!!

FELIZ NATAL!!!

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