terça-feira, abril 05, 2011

Livros

Eu quero começar a escrever pequenos posts sobre os livros que tenho lido com mais frequência, pensei em fazer um outro blog de livros, mas ia dar muito trabalho, pois só o de Sonhos já dá, imagina com um outro. Ainda mais que eu infelizmente não tenho tanto tempo livre assim para ler tudo o que eu gostaria de ler nem tanto dineiro assim para comprar todos os livros da minha infinita lista. Decidi então que vai ser mais fácil prestar contar e manter um resgistro aqui mesmo, o que o pretendo fazer toda vez que acabar de ler um número considerável de livros.

Os últimos foram:



"Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice, nasceram em Siena, na Itália, mas desde os 3 anos foram criadas nos Estados Unidos por sua tia-avó Rose, que as adotou depois de seus pais morrerem num acidente de carro. Passados mais de 20 anos, a morte de Rose transforma completamente a vida de Julie. Enquanto sua irmã herda a casa da tia, para ela restam apenas uma carta e uma revelação surpreendente: seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei. A carta diz que sua mãe havia descoberto um tesouro familiar, muito antigo e misterioso. Mesmo acreditando que sua busca será infrutífera, Julie parte para Siena. Seus temores se confirmam ao ver que tudo o que sua mãe deixou foram papéis velhos - um caderno com diversos esboços de uma única escultura, uma antiga edição de Romeu e Julieta e o velho diário de um famoso pintor italiano, Maestro Ambrogio. Mas logo ela descobre que a caça ao tesouro está apenas começando. O diário conta uma história trágica: há mais de 600 anos, dois jovens amantes, Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, morreram vítimas do ódio irreconciliável entre os Tolomei e os Salimbeni. Desde então, uma terrível maldição persegue essas duas famílias. E, levando-se em conta a linhagem e o nome de batismo de Julie, ela provavelmente é a próxima vítima. Tentando quebrar a maldição, ela começa a explorar a cidade e a se relacionar com os sienenses. À medida que se aproxima da verdade, sua vida corre cada vez mais perigo."

Eu gostei. Muito, até! Comprei a príncipio porque achei a capa bonitinha. Achei que ia ser um bom distrativo ler um livro que findasse nele mesmo, sem sequência. Afinal, como um livro sobre Romeu e Julieta poderia ser ruim, né? Um livro que se passasse na atualidade, para variar. A história é bem sessão da tarde e daria até um filme bonitinho. Tudo acontece bem rápido, a leitura flui muito bem. Comecei a ler devagar e achando tudo bem previsível mas lá pro último terço do livro a história se intensificou e ficou bacana mesmo. Confesso que me surpreendeu, o estilo folhetim entrou em ação com força total e eu não consegui parar de ler até terminar. Achei bem bolada a história, a autora fez uma pesquisa interessante e a trama ficou bem acabada! Ela faz o mesmo esquema que eu curti muito também nos dois livros (Labirinto e Seculcro) da escritora Kate Mosse: a história vai entremeando duas tramas, uma no presente, a principal, e outra no passado, cujas consequências afetam a atual. Quando bem feito, esse estilo "vai e vem" realmente prende o leitor, que fica sempre curioso para saber o que esta acontecendo "enquanto isso" no passado ou no presente, e permite que você vá criando, supondo e descobrindo a história junto com os personagens, o que é interessante. Eu que, particularmente, gosto muito desse nicho de literatura "medieval", acho uma ótima pedida mistura-la com acontecimentos na atualidade. Recomendo para qualque pessoa que goste de ler um romance um tanto quanto água-com-açucar mas com ação na medida certa, também.




Esse eu achava que ia ser uma grande decepção, mas acabou que foi tão bom que li em praticamente 1 dia e meio, e durante o Carnaval! Eu comprei porque eu curto livros na Idade Média, na Antiguidade e tals. Eu curto livro de guerra, apesar da narrativa de batalha em si eu achar enjoada. Eu curto livro com personagens que realmente existiram. E eu curto saber mais - ainda que ficcionalmente - sobre pessoas que deram origem a mitos, como é o caso de Vlad Drácula. O Drácula original, que de vampiro não tinha nada além do gosto por sangue. Mas não por beber, e sim por derramar o dos seus inimigos da forma mais cruel e torturante possível. Eu acho que este cara foi uma pessoa interessantíssima.

Somos muito ignorantes em geral a respeito a história do leste europeu, uma vez que o Velho Continente que estudamos e do qual recebemos influência na colonização e até na atualidade não abrange todo o Continente em si, em extenção e em países. Passando alí da linha da Austria-Alemanha-canto-da-Itália, com exceção da Grécia e da Polônia, a maioria de nós mal sabe dizer o nome dos países que tem ali, quem dirá da história! Eu adoro assistir documentário sobre o Leste Europeu, e já assisti vários também sobre o Vlad. Apesar de Bram Stoker ter feito uma grande contribuição a humanidade ao escrever Drácula, ele também ajudou a deturpar a história do homônimo original - e ao meu ver B.S. ouviu "o galo cantar não sabe onde" - que, apesar da inegável crueldade de métodos, foi um grande guerreiro, e hoje é considerado herói e símbolo de ordem, respeito e controle da criminalidade na Romênia.

Comecei a ler sem maiores pretensões achando que a história ia se fixar muito na violência, e provavelmente não ia gostar, mas achei muito interessante. Três narradores vão contando alternadamente suas versões do verdadeiro Drácula, a quem conheceram e com quem conviveram, e você quase acha super lógico e natual ele empalar as pessoas, rs...

 Agora sério, realmente tiveram umas partes que pegaram pesado e eu até tive que dar uma pausa para respirar e digerir a informação, mas no todo o livro é muito mais romance do que guerra, muito mais blábláblá. Eu não consegui parar de ler, principalmente porque no começo eu já logo saquei a surpresa do final (realmente muito bem feita), mas fiquei a histrória toda pensando e repensando o que ia acontecer para a trama acabar assim, e quando finalmente descobri - a 10 páginas do fim - adorei, fiquei muito extasiada! É ótimo quando minhas suposições dão errado, é dificíl acontecer pois eu sou muito treinada nisso, então quando um autor me faz quebrar a cuca e só descobrir exatamente onde ele quer que o leitor descubra, eu bato palmas! Super recomendo, mas só para quem já está acustumado com esse tipo de livro histórico-mais-para-ficcional, girando em volta de guerra e com poucos momentos de relax ou romance e para quem é fã do Bernard Cornwell, como aliás diz o marketing do livro.

2 comentários:

Lulu disse...

Não conheço esses livros Juzinha, mas valeu a indicação.
Big Beijos

Murdock disse...

Eu li "Drácula" e vi uns documentários falando do conde Vlad Tepes. Sei não se era boa gente, viu? O Campo dos Empalados com umas 25mil pessoas empaladas para assustar seu inimigo não é coisa de quem tem Deus no coração rsrsrsrs. Mas admito que é um bom jeito de se impor e colocar ordem nas coisas.