quarta-feira, junho 29, 2011

Academia em Casa

Nunca gostei de ir para a academia. Acho um ambiente escroto, cheio de futilidades, muitas vezes parece mais desfile de moda ou show de exibiscionismo, então todas as vezes que me matriculei não durei nada.

No entanto, ao contrário do que o meu antigo peso poderia indicar, eu nunca fui uma pessoa sedentária, sempre gostei de fazer atividades físicas, principalmente ao ar livre.

Eu sou gordinha porque ainda assim eu gosto mais de comer do que de praticar exercício, e emagrecer é uma coisa matemática: Come-se menos bobeira e faz-se mais atividades, logo, emagrece-se. Sem essa conta, não acontece nada.

Práticar atividade ao ar livre nem sempre é tão fácil - por mais gratuito e sem horário fixo que lhe pareça, e até justamente por sem assim tão grátis e sem hora para fazer, exige organização, disposição, disciplina e uma certa dose de colaboração climática.

Eu sou uma pessoa da manhã. Eu adoro acordar cedo e fazer exercício junto com o Sol nascendo, ou assim que ele nascer. Acho uma delícia. Além disso, eu trabalho até tarde da noite, e acho muito perigoso também sair para caminhar/correr/pedalar no escuro, sozinha. De manhã é bem melhor, te deixa mais disposta para o resto do dia. Mas no inverno...

No Inverno faz frio, gente. Ainda que moremos num país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza, sair para correr com 15º lá fora não é uma beleza não! Vento gelaaaaaaaaaado! E quando chove? Eu já fui muito correr na chuva e tudo e já fui muitas vezes pega por ela no meio do percurso, mas agora não tenho mais saco para essas loucuras nem paciência com gripe e resfriado.

POR ISSO TOMEI UMA DECISÃO: MONTEI UMA MINI-ACADEMIA CASEIRA.

Olhem os apetrechos que comprei e que chegaram ontem:

(* Ah, comprei pelas Americanas.com e chegou bem antes do previsto. Acho que por fim eles aprenderam!)


> Tapetinho de Yoga - que vou usar na aula sexta feira e também para praticar em casa.

> Halteres - de 1, 2 e 3 quilos, para deixar os bracinhos firmes porém não musculosos.

> Caneleiras - 2 e 5 quilos, para deixar pernas e bumbum durinhos.

> Corda de Pular - essas veio de brinde, mas é uma ótima opção para exercicíos aeróbicos.

> E a grande estrela: Uma mini cama-elástica!!! Desde que experimentei no Pilates achei o maior barato, nem parece exercicio, parece brincadeira, é muito gostoso e gasta muuuuuuuitas calorias, queima muuuuuitas gordurinhas, além de fortalecer pernas e bumbum também. Baixei vários vídeos e músicas para ficar pulando, estou super animada.

Estou muito animada, agora ainda que chova poderei fazer exercícios!!!

Ai gente... e que P#$¨H*#Ä de frio de Westeros é esse que está fazendo???

segunda-feira, junho 27, 2011

A ex

Eu tenho uma ex.

Uma ex-melhor amiga.

Uma amizade cafajeste, como diria um grande amigo meu. Aquela amizade que você quer mas não quer, que te deixa irritada muitas vezes, que não te corresponde como você queria e que você fica danada da vida pela desatenção e diz que nunca mais fala de novo, mas como boa amiga-de-malandro, você acaba retomando uma vez e mais uma vez.

Mas eu também estou sendo canalha porque ela não sabe que eu "terminei" com ela, ela não sabe que é minha ex. Eu queria que ela descobrisse sozinha, mas ela não se toca e eu não sei se eu devo falar. Vou explicar melhor para ver se alguma alma me ajuda.

Senta que lá vem a história - e eu agradeço quem tiver saco de ler e me dar uma opinião.

A pessoa em questão, Mônica, não é uma pessoa fácil. Eu nunca vi uma pessoa com tantas bençãos na vida ser mais complicada do que ela, e isso é desde sempre. Bonita, bom caráter, agradável, tem uma família unida, nunca passou por dificuldade financeira, mas mesmo assim sempre teve problemas sérios de autoestima. Ela é possivelmente a pessoa mais inteligente que eu conheço, mas tudo que ela tem de intelectual falta de inteligência emocional. Ela é muito boazinha demais, chega a ser tapada as vezes, há limites para a falta de malícia!

Mas o que acaba mesmo comigo é que ela é muito metódica e indisponível. E recentemente descobri que a única pessoa que tinha paciência com ela sou - era - eu.

Fato: Por mais repleta de qualidades positivas que ela seja, todos os meus amigos - e nós estudamos todos juntos - não vão muito com a cara dela. Nem tem uma explicação lógica para isso. A resposta para a pergunta "Por que ninguém gosta da Mônica?" é "Porque a Mônica é muito Mônica!". Ninguém acha muita graça nela, ninguém dá muito confiança, acho. Aparentemente a única característica dela que conta para todo o resto é que ela é minha amiga. Se não fosse por isso, dúvido que falariam com ela a qualquer tempo. Eu mesmo admito que ela é muito sem noção no jeitinho Mônica de ser e faço coro com os meus amigos quando digo que ela merece ser zoada. Ninguém zoa pela costas, muito pelo contrário, todos a zoamos na cara mesmo, sempre foi assim e continuará sendo, e eu, mesmo que ria por ver razão nas brincadeiras, sempre fui e continuo sendo a única que parte para defender e tentar explicar porque ela é assim ou assado.

Fato 2: Eu e a Mônica já fomos muito parecidas em tudo, mas hoje somos bastante diferentes. Temos visões diferentes a respeito de muitas coisas. Eu cresci e ela não, sabem? Ela é mais velha do que eu, mas em termos de experiência de vida é muito mais nova. Não tenho mais saco nem tempo para várias das coisas que são tão características inerentes dela. Temos coisas em comum, ainda: O gosto pela leitura, a tendência para nerdices, e claro, os valores - que para mim são base de qualquer relacionamento. No entanto, eu sei discenir que se a conhecesse hoje, se fosse apresentada a ela, não teria interesse nenhum em particular, provavelmente não seria minha melhor amiga. Eu não "me apaixonaria" de novo por ela. Hoje basicamente a Mônica é minha amiga porque sempre foi.

A história que temos juntas é a coisa que mais segura essa amizade. Conheço-a desde 1998. Ela foi a minha BEST FRIEND FOREVER até 2001, época em que outras amizades fortíssimas começaram a integrar a dupla, que virou grupo e por fim se fixou em trio, com Julie de terceiro vértice. Os eventos que mudaram o meu sentimento por ela ao longo da história foram vários - em resumo:

> Em 2003 eu e Julie começamos a namorar e ela passou a nos evitar, não queria "segurar vela". Nunca queria fazer nada com a gente e por fim desistimos de chamar. Brigamos um pouco e depois mais ou menos tudo se acertou.

> Em 2004 vim para Nkt - só a via no final de semana. Ela começou a namorar um menino muito mais novo e começou a viver enfurnada na cidade dele - quase nunca a via. Quando estava em CF, nunca podia fazer nada, ficava sempre namorando e nunca ia nos programas nem de casal nem de grupo. Fiquei muitos meses sem falar com ela por isso.

> Ela namorou com o menino - e era um namoro super complicado e cheio de estresse - uns três anos, mas por fim terminou. Os problemas que ela sempre teve pioraram muito durante esse tempo, ela começou até a procurar ajuda profissional, ir a psicólogo e talz. Ela nunca mais foi a mesma pessoa, ou então foi ela que continuou sendo a mesma pessoa e eu que mudei.

> Sem preconceito em particular (até porque 50% da minha família é, e vários amigos meus são), mas na mesma época ela se converteu completamente ao protestantismo, virou "crentona". Já era antes mas passou a frequentar mais, a ser mais radical, mais enjoada com várias coisinhas. Isso deixou ela ainda mais esquisita do que sempre foi - apesar de achar que agora ela já está mais relax em relação a isso, e há alguns anos que eu nem posso reclamar de nada relacionada a isso, mas que eu já tive do que reclamar, já tive.

Mas apesar de relevantes, esses fatos que alteram a nossa relação são apenas detalhes em face ao que me MATA mesmo: ELA NUNCA ESTÁ DISPONÍVEL.

Não é de hoje, nem de ontem. Todo mundo sempre me apontou isso mas eu só comecei a ver isso de verdade esse ano.

- Ela está sempre enrolada, sempre com compromisso, sempre com outra coisa em prioridade ou outra coisa irrevogável, nunca tem tempo para me ver. Dorme sempre muito tarde e acorda igualmente tarde, está sempre cansada para mim, nunca pode um dia mudar seus horários. Nunca abre uma excessão ou faz um esforço a mais para mim. Ok, está sempre estudando, mas eu nem vou tanto assim para CF, não pode um dia dar uma paradinha para me ver. Sempre com alguma justificativa muito chinfrin.

- Ela não procura. Eu que sempre ligo, eu que sempre marco, eu que fico correndo atrás. Eu ofereci o apto aqui várias vezes, mas ela só veio uma vez. Faz curso no Rio todo sábado e nunca me deu uma ligadinha e me chamou prum happy hour, nunca inventou nada para a gente fazer. Nunca me chama para nada e quando eu chamo não vai, é mole? Mas vive indo a outros eventos, pelas fotos que vejo no Facebook (sim, eu fuxico!), será que estão todos já marcados com muita antecedência?

- E ainda por cima, não se toca de nada disso. E olha que alguns amigos e meu namorado já cantaram essa pedra para ela e ela nem tchum. Pior é que ela não faz por mal, eu sei. É só o excesso de inocência, a falta de malícia e trato social. É pura ingenuidade dela achar que amizade é para sempre ainda que você não faça nada para manter. Ainda mais um caso onde durante o percurso houveram vários incidentes não muito agradáveis e dificultadores de entendimento. Eu sei que ela é tããããão bobinha que nem mesmo se tocou que não estou falando mais comela desde março, que só respondi ao que ela me perguntou ou comentou por educação e nem dei muita trela. Eu fico com pena, mas não tenho mais saco para esse tipo de inocência. Acorda, menina!!

E ENTONCES... esse feriado fui para CF e nem liguei. Vi amigos, vi Julie - que hoje é a minha melhor amiga de fato - curti tudo e não a procurei. Achei muito prático, não tive que me desdobrar para vê-la nem replanejar nada para incluí-la. Claro que ela ficou sabendo pelas fotos que eu coloquei no Facebook, e mandou msg dizendo que eu pela segunda vez fui a CF e não a procurei. Mas pergunta se ela estava interessada em saber se eu ia para lá antes? Bom, eu não respondi e não sei se pretendo. O que vocês acham que devo fazer?

Feriado/Férias

Esse feriadão de Corpus Christi veio muito a calhar. Para falar a verdade, PERFECT TIMING: A semana que hoje se inicia é de provas lá no curso, pude aproveitar cada minuto do tempo ocioso para fazer o que bem desse na telha, sem me preocupar em prever ou preparar nada para a próxima semana, e uma vez que aplicar prova é o trabalho mais simples do mundo (mesmo a correção sendo tediosa, é muito light, não tem estresse), essa semana é como se já estivesse de férias. Só de não ter que dar aula nem preparar nada já fico muito "como se não trabalhasse". Uau, será que é assim que as pessoas com empregos normais se sentem? Maravilha viver!

Então na QUINTA aproveitei MUUUUITO o meu namorado mais lindo do mundo, fui na missa e depois fui num churrasco na família dele, e voltei para casa para fazer a maratona dos capítulos 5 a 10 de Guerra dos Tronos - AMEI muito a série, que evidentemente não supera o livro incrível no qual se baseia, mas ainda assim foi feita com a maior esmero do mundo, a HBO merece aplausos e eu super recomendo. Ruim vai ser esperar até o ano que vem pela 2ª temporada, vai ser ainda pior do que ficar esperando o 3º livro, que só vem em Setembro!

Na SEXTA fui para Cabo Frio de manhã e vi minha vó Nilce, de noite vi minha BFF Julie (que está de férias e pode vir de Manaus), e ainda de noite Ty foi para lá também e ficou na minha casa. Nem preciso dizer que ver a melhor amiga é sempre maravilhoso.

SÁBADO o tempo colaborou e fomos para as Prainhas em Arraial do Cabo - nossa, realmente foi uma surpresa do clima, pois o tempo estava meio estranho quando chegamos, mas depois foi abrindo e ficou uma delícia, daria para ficar lá o dia todo e teríamos ficado muito mais se não tivesse prometido voltar para levar a minha mãe na rodoviária as 15h. Daí a tardinha fui ver a minha avó Lúcia e de noite namorado, melhor amiga e mais uma amiga que gosto muito foram lá para casa para um filme  (RIO - muito fofo!) e uma conversa muito gostosa que só acabou as 2:30 da manhã porque tinhamos marcado de voltar cedo no domingo, senão tinha ido até o Sol raiar...

DOMINGO saímos de CF cedo e não pegamos nada de trânsito. Namorado foi almoçar com sogra e eu fui almoçar com meus pais e mais um amigo meu, o Bola, que tinha voltado com a gente de CF, no OUTBACK. Comida boa e papo bom, só faltou o Thunder e a Advi para dividir o Thunder comigo, hehehe. Daí fiquei em casa nada fazendo o resto da tarde e dormi bem cedo para recuperar as forças e desfazer as olheiras.

Melhor que isso só dois disso, como diria minha avó Nilce. Espero que o feriado de vcs tenha sido bom também. Partiu semana de provas, beijos galera!

* E agora com bastante tempo livre poderei postar e visitar vocês bem mais!

terça-feira, junho 14, 2011

Mais um 14

O meu namorado não é um deus grego. Não tem nada nele que fisicamente chame atenção ou faça cabeças virar. E ele é bobo até demais para o meu gosto lógico-racional, além fala cada coisa que se eu não estivesse lá com ele na época ia duvidar que ele foi para a escola. E é carente também, melosinho, grudentinho e ciumento.

O meu namorado não gosta de ler e nem de ver documentário. Ele não é nada nada do estilo intelectual-nerd que eu sempre achei que fosse namorar. Ele gosta de futebol, ufc, fórmula 1, video-game, de filme de ação e de programas de tv de humor idiota e de vídeos iditas de humor também. Ele gosta de cada música que só abaixando a cabeça e suspirando profundamente para aguentar.

O meu namorado e eu temos, na verdade, poucas coisas em comum. Eu sou séria e organizada. Ele é patetão e bagunceiro. Eu sou preocupada, antecipadora e programadora. Ele é mais para "quando acontecer eu vejo". Eu sou mais mandona e gosto de ter tudo sobre controle. Ele é mais relax e poucas coisas o estressam.

Pelos meus rígidos critérios ele não é um bom exemplo para muitas coisas, masss... nem eu mesma sou. Eu poderia listar por horas todas as coisas que eu gosto e ele não, e que ele gosta e eu não. Como eu posso amar uma pessoa tão criançona bobalegre como ele e como ele pode amar uma pessoa tão velha ranzinza como eu?

 Mas o que realmente importa são as coisas que nós gostamos. E por alguma conjuntura cosmológica-kármica acontece de eu gostar dele e ele gostar de mim. Por algum motivo que jamais será conhecido pela humanidade isso aconteceu e desde então nunca deixou de acontecer.

Tudo que eu poderia não gostar dele, com a grande lista de tudo que nós temos de teoricamente incompatível, isso tudo é irrelevante.

Nele eu gosto desse jeito meio crianção. Nele eu gosto de piadas bobas e barulhinhos sem noção. Se ele não fosse assim eu ia pular pela janela de tédio e entrar em depressão de seriedade. O meu namorado me lembra que a vida não é para levar tão a sério, tão a ferro e fogo, e assim ele deixa o meu dia-a-dia mais leve.

Nele eu acho fundamental essa coisa bem "menino", bem "estereótipo masculino" de video-game, futebol, filme de tiro-porrada-bomba, humor trash e nele eu acho legal um jeito "açaí/cupuaçú/musculação" e "Chiclete com Banana" de ser. Serve para me mostrar que a vida não é só nerdice, que tem muitas outras coisas no mundo que também dá para se divertir. O meu namorado expandiu meu horizonte e me fez mais tolerante - e admito eu me divirto com ele e com as coisas que ele gosta.

Se ele não fosse do jeito que é a minha vida teria tantas regras que eu me afogaria nelas. Eu nunca ia aprender a ter mais paciência e ser menos autoritária. Eu ia ser mais egoísta e menos flexível. Eu seria provavelmente mais chata e pessimista. Eu talvez até achasse que sou feliz, mas se eu não tivesse o meu namorado eu não seria feliz de verdade.

Pois na verdade, verdade mesmo, o meu namorado consegue fazer qualquer coisa melhor na minha vida, ele tem o dom de tornar qualque minuto que eu passe ao seu lado absurdamente mais legal e válido. O tempo que eu passo fora da sua companhia é totalmente sem cor, e só há um sentido nos dias que não o vejo porque há a expectativa de vê-lo. A minha vida era cinza e fria antes... era muito sem graça, eu sei, patética, até. Ele chegou e trouxe o Sol, cores e calor. E assim hoje completamos OITO ANOS DE VERÃO.

AMOR, eu TE AMO muito!

domingo, junho 12, 2011

Namorado

É clichê, mas é verdade, não é?

Diz o poeta que...

"Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.

Namorado é a mais difícil das conquistas.

Difícil porque namorado de verdade é muito raro.

Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.

Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e, quando se chega ao lado dele, a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção.

A proteção não precisa ser parruda, decidida, ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não saiba o gosto de namorar.

Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.

Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade.

Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.

Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora em que passa o filme, de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.

Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.

Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.

Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar.

Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.

De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.

Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada.

Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante e dizer frases sutis e palavras de galanteria.

Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido."

Eu tenho o melhor namorado do mundo!


Feliz Dia dos Namorados, Ty.

sexta-feira, junho 03, 2011

"You had to love running or you wouldn't live to love anything else. And like every thing else we love - our passions, our desires - it's really an encoded ancestral necessity. We were born to run. We were born because we run" (Born to Run - Christopher McDougall)

"Você tinha que amar correr ou não sobreviveria para amar qualquer outra coisa. E como todas as outras coisas que amamos - nossas paixões, nossos desejos - é uma necessidade ancestral entranhada. Nascemos para correr. Nascemos porque corremos." (tradução livre por mim mesma)

Essa citação me foi dada no começo do ano por um colega de trabalho que, assim como eu, adora correr. Re-encontrei o papel na qual ele a escreveu para mim nos meus papéis durante uma limpeza e achei que foi um sinal para coroar a semana na qual posso dizer que final e efetivamente voltei a correr.

Estava muito preguiçosa de correr desde que ganhei uma bicicleta do meu namorado, porque eu adoro andar de bicicleta! Mas tenho que admitir: correr ainda é um exercício melhor e eu amo muito de verdade. Estava tentando retomar de vez mas não conseguia dar regularidade, mas agora já consegui! Que bom!!

>> No começo do ano, a coisa mais legal e útil que eu descobri na reunião pedagógica do meu trabalho foi a respeito da teoria de correr descalço. Eu ainda não pude por em prática e testar essa nova visão sobre a prática da corrida, especialmente porque acho um perigo correr sem sapato nessas ruas daqui - muita sujeira, detritos, cacos de diversas coisas que podem causar grandes estragos ou no mínimo um bicho de pé. Mas queria tentar!!

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Eu sempre digo que nunca mais vou fazer isso, mas já não tô de novo as voltas com ensaio da apresentação de final de ano da Dança do Ventre??

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Falta pouco para o fim do semestre! Obrigado Senhor!!