sábado, abril 27, 2013

Memebased!

Eu não nasci Jedi. A Força não me ajudou em nada.

Na minha pré-adolescência, nenhuma sacerdotisa apareceu para me levar para Avalon.

Quando fiz 11 anos minha cartinha para Hogwarts não chegou. Fiquei esperando muitos anos.

Não encontrei nenhum circulo de pedras pelo qual se possa voltar no tempo para a Escócia pré-Jacobita.

Ninguém me deu ovos de dragão de presente de casamento.

Gandalf, conto com você para me levar numa aventura quando eu tiver 50 anos!

sexta-feira, abril 19, 2013

Presentes e Protocolo Social

Desde que eu me amasiei com o meu Digníssimo ganhei vários presentes.
Posso dizer que ganhei 90% do que eu tenho de presente.

Dos meus pais a gente herdou móveis, os grandes eletrodomésticos, tudo o que eles tinham em duplicata e/ou queriam renovar eu carreguei. Isso já foi uns 70% da minha casa - que sorte do cacete!

Da família do Ty ganhamos utilidades domésticas, várias, nunca vi tanto copo e porcelana na vida, alguns eu tive que agradecer e devolver por falta de espaço! Mais uns 10%.

No chá de panela ganhamos outras utilidades diversas - e muitas coisas repetidas. Muitas das pessoas que compraram os presentes da lista da Leader no mesmo dia de chá compraram coisas iguais, como se o sistema não tivesse computado que o item já havia sido adquirido, o que deu um trabalho relativo para trocar. Alguns outros amigos e parentes que compraram online pelas Lojas Americanas, o que até hoje está me dando trabalho, pois há um erro no endereço de entrega da lista que simplesmente não pode ser corrigido (nunca vi sistema mais burro!), me fazendo ter que converter todos os produtos em vale para poder recomprá-los depois com o meu endereço correto! Mas, aí estão os últimos 10%, apesar das turbulências.

Agora, eu já me juntei, o Chá já passou e ainda tens uns 5 ou 6 que toda hora me dizem "Cara vou comprar o seu presente, tô esquecendo, mas vou comprar!" Claro que pratico o protocolo pessoal esperado dizendo "Que isso, não se incomode. / Ah, não precisa!" e afins, claro que esperando para ver quem vai mesmo comprar - porque, afinal, quem não gosta de presente é o Grinch que Roubou o Natal. Mas PORRA, já passou um tempo regulamentar considerável, se você não comprou até agora, não vai comprar mais, admita, rs! Ative o novo protocolo social de não tocar mais no assunto, então, e ficamos na mesma - de boa, eu entendo porque eu também não compro alguns presentes de casamento, aniversário e talz e não é por falta de carinho pela pessoa. Às vezes faltou dinheiro, tempo, ou idéia. Como todo mundo sabe que o protocolo correto é não exigir presente e a situação é quitada sem maiores dores! Pior é você ficar na expectativa de toda hora alguém falar "vou te dar isso, vou te dar aquilo" e nada! 

Foda que agora, não importa o que vocês me derem, meus caros. Se vocês comprarem pela minha lista, eu vou converter em vale e transformar numa panela elétrica, numa de pressão e/ou num box da série Grimm, final, o que mais poderia ser os 10% faltantes? Hehehehe! O protocolo social para os atrasildos é NÃO perguntar sobre o presente que você deu!

Agora, gente, todo mundo que já casou ou juntou pode confessar: o melhor que pode acontecer no quesito presentes é tipo o meu padrinho fez, no melhor estilo The Godfather mesmo. "Não sei o que vou te dar não, me passa a sua conta que eu vou te dar dinheiro para você comprar o que precisar." URRUL YEY Móveis de banheiro, obrigado padrinho!

quinta-feira, abril 18, 2013

Eu engordei - de novo, novamente, mais uma vez - e agora NENHUMA das minhas calças me serve. Isso porque quando eu emagreci, eu me desfiz das minhas antigas largas. Agora elas não me cabem e eu estou sem calça. Não comprarei calças maiores, claro. Vou emagrecer de novo, porque não ter roupa é crítico. Ter um monte de roupa que você não pode usar é MUITO crítico. Pelo menos quando você não mora mais com os seus pais é bem mais fácil fazer dieta - exatamente como eu já sabia e já esperava: Se você não comprar nada, não vai ter nada para comer, e aí ao invés de você se entupir de qualquer bobagem que o seu pai comprou ou de qualquer gordice que a sua mãe resolveu fazer, você se contenta com a sua humilde sopinha e segue fazendo a alimentação programada - Ô vida triste!!!

sexta-feira, abril 05, 2013

Jelly

Eu acho que esse mundo está muito chato.
Tá muito chato esse negócio de que todo mundo tem que ser politicamente correto.
Você tem que anda por aí dizendo que acha isso ou aquilo quando não acha, ou quando não tem nem um opinião formada sobre o assunto. Você tem que negar a sua opinião se alguém se ofender por ela, porque se alguém ficar sabendo que o que você acha não é o aquilo bonitinho que todo mundo tem que achar, você vai ser crucificado.

Hipótese:

Você não pode não gostar de gelatina porque é preconceito com esse alimento. Você não só tem que gostar, como tem que comprar, fazer e comer, todos os sabores que existem, Se você disser que não gosta de gelatina, e que acha uma comida ruim, você é babaca e o Feliciano te representa. Que absurdo, quem acha que gelatina é ruim tem que morrer, ir para a prisão, você não serve para nada nessa sociedade que vivemos, você é um lixo imoral. Tá pensando o quê? Vai sair impune disso? Não senhor, você vai ser crucificado em público!

Verdade:

Eu não gosto de gelatina. Eu acho uma comida de dieta do cacete e para mim comer gelatina é punição por todas as bobeiras que eu como normalmente. Se você me perguntar, eu vou te dizer "Cara, gelatina não, é mó comida de doente, o fundo do poço alimentar mesmo. Se puder, passo longe." Mas se você ama gelatina e não vive sem, beleza. Se eu for na sua casa e você fizer gelatina de sobremesa, eu vou ser bem educada e agradecer, e simplesmente não vou comer - uma questão de educação, como minha mãe me ensinou. Quando é o corredor de doces e guloseimas, eu passo pela gelatina, olho sem problemas, e pego o que me interessa. Eu não preciso derrubar os pacotes no chão e pisar em cima para indicar que eu não gosto. 

Hipótese:

Não é uma questão de direitos humanos, é uma questão de educação. Imagine um mundo onde todo mundo tratasse qualquer questão com a mesma tolerância que tratamos preferências alimentares. Eu não gosto de gelatina, você gosta. A gente vai no mercado juntos e nem eu falo nada sobre a sua gelatina e nem você fala nada sobre o meu biscoito. Eu não insisto para você comprar Trakinas e você não me diz que eu deveria experimentar primeiro antes de falar sobre a Royal. Eu vou para a minha casa e como o meu biscoito, e se você quiser ir me visitar e não comer o meu biscoito, tudo bem. Você faz a sua gelatina, leva pro trabalho, estoca a sua geladeira com vários sabores e come até se empanturrar, e, por mais que eu não ache nada demais, está tudo bem. Eu até posso fazer gelatina para você quando você me visitar só porque eu sei que você gosta e vou ficar feliz de te ver com a sua gelatina. Igual você pode comprar para mim aquele biscoito que eu amo e nunca acho, só para me agradar. A gente ri do fato de eu gostar tanto de biscoito e eu acho graça de você gostar tanto de gelatina, e a gente lembra daquele dia que só tinha gelatina de sobremesa na casa de alguém, ou daquele dia que alguém comprou aquela caixa caríssima de biscoitos para você sem saber que o seu gosto era outro. Eu te respeito e você me respeita, não tem polêmica, não tem discussão, não é, não foi, e nunca será um problema. Tão simples.


Tá muito chato esse mundo onde todo mundo te julga pelo que você come ou gosta de comer.
Tá muito chato ser julgado pelo que você não gosta de comer ou pelo que você acha das comidas alheias.