sexta-feira, abril 18, 2014

Ilustres desconhecidos

Uma pessoa uma vez me disse e com razão que eu conhecia muita gente, mas tinha poucos amigos. Isso é verdade. Eu já até acho que tenho demais. Eu tenho 5 amigos totais e absolutos. O resto é amiguinho ou colega... e tem as pessoas que eu conheço. Esse post é sobre elas.

Estava na rua ontem e num intervalo de 3 quadras aconteceram três situações: 

Primeiro, passei por uma pessoa que a julgar pela idade foi meu aluno e abriu o maior sorriso para mim, e eu para ela (sempre sorrio de volta ainda que não lembre quem é). 

Segundo,  comprei um sapato numa loja onde estava uma menina que estudou na Uff comigo, na graduação, mas ela não era da minha turma e achei que ela não fosse lembrar de mim (assim como eu não lembrava o nome dela, só lembrava que ela estava mestrando da última vez que nos falamos), então não cumprimentei, nem ela a mim. Fiquei naquele impasse "falo ou não falo" e acabei não falando, por falta de jeito. 

Terceiro, esbarrei com uma menina que fez pós comigo e que sempre vejo pela rua mas nunca cumprimento, mas dessa vez ela que passou do meu lado e me cumprimentou, chamando pelo nome e tudo. Achei surpreendente, porque para mim, ela que sempre me ignorava...ou talvez eu que tenha ignorado ela. 

Anyway it got me thinking...

Tem umas pessoas que eu "conheço mas não conheço", pessoas a quem fui apresentada uma só vez em alguma situação... Será que essas pessoas também me vêem assim, como uma "conhecida desconhecida", o que será que pensam quando me vêem? 

Niterói é uma cidade pequena, vemos algumas pessoas com frequência e essas não conhecemos mesmo, mas às vezes sabemos onde moram, estudam ou trabalham. Será que tem gente por aí que repara sempre em mim na rua como eu reparo em algumas pessoas nas quais vivo esbarrando? Será que tem gente por aí que sabe meu nome, endereço, profissão, gente que eu nunca vi mais gorda mas que sabe que eu existo assim como eu marco alguns "desconhecidos sempre por aqui" em particular? 

Eu conheço muitas pessoas, quantas pessoas será que me conhecem, ou melhor,  me reconhecem? Quantas será que passam por mim no dilema "falo ou não falo?". Quantas pessoas esboçam algum interesse por saber quem eu sou, e quantos sabem mais de mim do que eu posso imaginar? Eu me lembro de algumas pessoas com quem só falei por alguns segundos, e sei de coisas sobre pessoas com as quais nem nunca falei. E o verso da moeda, será que tem também? 

Fiquei curiosa...

terça-feira, abril 15, 2014

Mais ou menos assim...


Dele para Ela:



Eis aqui meu segredo
Que te conto assim sem medo, e que você precisa saber
Essa é a hora, é tão simples minha estória
Quem sabe possa te convencer?

Você diz que frio que sente é maior que esse mundo
Onde não há lugar pra quem tem coração
Cuide bem de você e procure entender
Que você é capaz de ser feliz

É só me dizer
O que devo fazer
Pra curar essa dor
Deixo tudo pra trás

Se você me chamar
Sabe que vou estar
Perto de você
Longe nunca mais

O que ele fez pra você?
Eu sei que não é fácil esquecer
Se ele foi tão ruim
Não vá pensar o mesmo de mim

Sofrer assim sem merecer
Ele foi capaz
Sem compaixão de te prender
Sem te amar jamais

É só me dizer
O que devo fazer
Pra curar essa dor
Deixo tudo pra trás

Se você me chamar
Sabe que vou estar
Perto de você
Longe nunca mais

Deixa, por favor
Começar o amor
Eu te mostro a direção
Pro final feliz que você sempre quis
Toma aqui meu coração

Dela para Ele:


Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa, tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver

Hoje eu não consigo mais me lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão

Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no seu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem
Tudo bem

Hoje eu não consigo mais me lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão

Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no seu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem
Tudo bem, tudo bem

segunda-feira, abril 07, 2014

So, it shows...

Story 1

- Juliana, you're looking at your phone and making that face again - said my co-worker - Are you in love with your new phone?

- It's not a new phone... - I answered.

-  So I guess you're in love with something else new...

Story 2

- Smiling at your phone midst break time... isn't that a nice change? - said another co-worker